sábado, 26 de julho de 2014

DIÁLAGO ABERTO: NO DIA DO COLONO E DO MOTORISTA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS ENFRENTADOS PELA CLASSE

“Embora seja notável a atual comodidade do homem do campo, ele ainda enfrenta inúmeros desafios para colocar o alimento no prato de quem mora na cidade.”
Para quem observa de fora morar no campo é um “céu aberto”, porém, inúmeras são as dificuldades enfrentadas diariamente por quem muitas vezes trabalha de sol-a-sol e nem sempre tem o seu labor devidamente reconhecido pelos citadinos e pelos poderes públicos constituídos.
 
 

                             Foto: Arquivo / Clicpiratini
Ter terras para produzir e incentivos financeiros para realizar investimentos na propriedade já é meio caminho andado para quem vive da exploração agropecuária, porém não é o suficiente. A agricultura é uma atividade ingrata que sofre muito com as variações climáticas, o excesso de chuva ou a falta dela pode comprometer toda a produção de uma safra, assim como também a oscilação brusca nas temperaturas.
 
No caso específico da cultura do milho há um agravante, o aumento desregrado na população de javali destrói boa parte das lavouras causando prejuízos consideráveis no rendimento do grão.
 
   Foto: Arquivo / Clicpiratini
Se tratando da pecuária a ovinocultura é a mais vulnerável, epidemias como infestações severas por verminoses são responsáveis por baixas nos rebanhos. A produção de cordeiros é perseguida pelos predadores como sorros e mãos-peladas. Os cachorros domésticos, por sua vez, também vêm dizimando rebanhos levando muitos produtores a desistirem da criação.
 
 
O abigeato é um problema que está generalizado por todas as regiões atingindo os pequenos e grandes criadores de ovinos, de gado de corte e até de equinos. Na produção leiteira o clima influência de forma direta no rendimento, mas um problema sério é as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica na zona rural, o que causa perda de centenas de litros por falta de refrigeração.
 

 
  Foto: Arquivo / Matheus Repp
O produtor rural depende diretamente dos motoristas para escoar os seus produtos ou para transportar os insumos, as rações e o combustível até sua propriedade. Por falar em transportar, temos aí um velho e conhecido embaraço, a falta de infraestrutura adequada nas estradas municipais e estaduais de chão batido ou asfaltadas.
 
O crescimento na produção agropecuária é alto e, por consequência aumentou consideravelmente o tráfego de caminhões de grande porte que circulam diariamente pelas mais remotas estradas das zonas rurais dos municípios. Nem as municipais e, nem tão pouco as estaduais, estão preparadas para suportarem a demanda.

Claro, não podemos deixar de reconhecer que os moradores da zona rural desfrutam hoje de diversos benefícios, tais como: energia elétrica, telefonia, internet, automóveis e motos que facilitam a tão árdua, mas saudável vida do campo que deveria ser mais valorizada, por aqueles, que dependem do suor do produtor rural e da habilidade do motorista para que o vosso pão de cada dia chegue à sua mesa.
Por: Rogério de Souza Lucas

Nenhum comentário: