segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O PADRÃO TÍPICO DE CORRUPÇÃO.

O padrão de corrupção típico de muitas cidades do Brasil.
 Em vez de procurar cumprir suas promessas eleitorais em benefício da população, os eleitos usam essas mesmas promessas para empregar amigos e parentes, para favorecer aqueles que colaboraram com suas campanhas ou para privilegiar alguns comerciantes “amigos” em detrimento de outros. Grande parte do orçamento do município é orientado em proveito do restrito grupo que assume o poder municipal e se beneficia dessa situação.
Uma estratégia utilizada habitualmente em desvios de recursos públicos se dá por meio de notas fiscais fictícias ou “frias”, que são aquelas nas quais os serviços declarados não são prestados ou os produtos discriminados não são entregues.
Tais fornecedoras ou prestadoras de serviço agem mediante acordo pré-estabelecido com o prefeito e/ou seus assessores. As empresas emitem notas fiscais e a prefeitura segue todos os trâmites administrativos de uma compra normal. Quando necessário uma licitação, monta todo o procedimento de forma a dirigir o certame para uma empresa “amiga”, dificultando ou impedindo a participação de outras. Depois, dá recibo de entrada da mercadoria, empenha a despesa, emite o cheque e faz o pagamento. Posteriormente, o montante é dividido entre o fornecedor e os membros da administração comprometidos com o esquema de corrupção.
Em geral, os recursos obtidos dessa maneira chegam ao prefeito e aos que participam do esquema na forma de dinheiro vivo, a fim de não se deixarem vestígios da falcatrua. Os corruptos evitam que tais recursos transitem pelas suas contas bancárias, pois seriam facilmente rastreados por meio de uma eventual quebra de sigilo bancário.
As quadrilhas que se formam para dilapidar o patrimônio público têm se especializado e vêm sofisticando seus estratagemas. O modo de proceder varia: apoderam-se de pequenas quantias de forma continuada ou então, quando o esquema de corrupção está consolidado, de quantias significativas sem nenhuma parcimônia.
Uma forma de fraudar a prefeitura é por meio de notas superfaturadas. Para serviço que foi realmente prestado e teria um determinado custo, registra-se na nota fiscal um valor maior. Nas licitações, o processo de superfaturamento se dá com cotações de preços dos produtos em valores muito superiores aos de mercado. Nos dois casos, a diferença entre o preço real o valor superfaturado é dividida entre os fraudadores.
Esses tipos de fraude requerem, invariavelmente, a conivência de funcionários da prefeitura - o responsável pelo almoxarifado deve sempre dar quitação do serviço realizado ou da mercadoria entregue e a área contábil tem de empenhar a despesa e pagar as notas, emitindo o cheque correspondente. Quando se trata de serviços técnicos, como por exemplo os de eletricidade, construção civil e hidráulica, a execução deve ser certificada por funcionários capacitados, normalmente um engenheiro ou técnico. Assim, quando há irregularidade, todos são coniventes, mesmo que por omissão. É praticamente impossível para o prefeito fraudar a prefeitura sozinho.
Existem quadrilhas especializadas em fraudar prefeituras com a participação do poder público municipal. Esses grupos e seus especialistas são formados localmente, ou trazidos de fora, já com experiência em gestão fraudulenta. O objetivo é implantar ou administrar procedimentos ilícitos, montar concorrências viciadas e acobertar ilegalidades.
Um sinal que pode indicar ato criminoso é o que acontece com o fornecimento de alimentos para a merenda das escolas em algumas regiões do país. Muitas vezes, os produtos que chegam não seguem nenhuma programação e muito menos qualquer lógica nutricional. Nem as merendeiras sabem, em alguns casos, o que será servido aos alunos. A escolha dos produtos que serão entregues às escolas é, na realidade, feita pelos fornecedores, e não pelos funcionários.

Sinais de irregularidades na administração municipal
Apesar de não determinarem necessariamente a presença de corrupção, a presença de alguns fatores deve estimular uma atenção especial. Entre eles estão:
  • histórico comprometedor da autoridade eleita e de seus auxiliares;
  • falta de transparência nos atos administrativos do governante;
  • ausência de controles administrativos e financeiros;
  • subserviência do Legislativo e dos Conselhos municipais;
  • baixo nível de capacitação técnica dos colaboradores e ausência de treinamento de funcionários públicos;
  • alheamento da comunidade quanto ao processo orçamentário.
Algumas atitudes tomadas pelas administrações e certos comportamentos das autoridades municipais se autodenunciam como fatores com muita chance de se relacionar à corrupção. Esses comportamentos são facilmente detectados, não demandando investigações mais profundas. Basta apenas uma observação mais atenta. A simples observação é um meio eficaz de detectar indícios típicos da existência de fraude na administração pública.

Sinais exteriores de riqueza
Sinais exteriores de riqueza são as evidências mais fáceis de serem percebidas e as que deixam mais claro que algo de errado ocorre na administração pública. São perceptíveis quando o grupo de amigos e parentes das autoridades municipais exibe bens caros, adquiridos de uma hora para a outra, como carros e imóveis. E também na ostentação por meio de gastos pessoais incompatíveis com suas rendas. Alguns passam a ter uma vida social intensa, freqüentando locais de lazer que antes não freqüentavam, como bares e restaurantes, onde realizam grandes despesas.
Os corruptos assumem feições diversas. Há o do tipo grosseiro e despudorado, que se compraz em fazer demonstrações ostensivas de poder e riqueza, exibindo publicamente acesso a recursos extravagantes. Geralmente, não se preocupa em ser discreto, pois necessita alardear o seu sucesso econômico e sua nova condição, mesmo quando os que estão à sua volta possam perceber que o dinheiro exibido não tem procedência legítima. Com esse tipo de corrupto, a apropriação de recursos públicos é associada a um desejo incontrolável de ascender socialmente e de exibir essa ascensão. Como não encontra maneiras de enriquecer honestamente, recorre a atos ilícitos.
Já o fraudador discreto tem formas de agir que tornam mais difícil a descoberta do ilícito. O dinheiro é subtraído aos poucos e em quantias pequenas, por meio de esquemas bem articulados com os fornecedores. O resultado dos golpes é aplicado longe do domicílio. Em geral, utilizando-se de “laranjas” (pessoas que, voluntária ou involuntariamente, emprestam suas identidades para encobrir os autores das fraudes), adquirem bens móveis ou semoventes: dólar, ouro, papéis do mercado de capitais, gado, commodities etc.
Entretanto, mesmo quando a corrupção é bem planejada, deixa vestígios.
Às vezes, os que se sentem traídos na partilha acabam por denunciar o esquema. Além disso, a necessidade de manter os atos ilegais ocultos torna difícil para o próprio corrupto, e até mesmo para os seus familiares, usufruírem da riqueza. Quando essa situação não gera um conflito entre os participantes da quadrilha, os comparsas acabam por ficar com a maior parte dos bens adquiridos.
Independente dos tipos de corrupção praticados, os cidadãos que desejem um governo eficiente e transparente devem ficar atentos aos seus sinais. Um administrador sério e bem intencionado escolhe como assessores pessoas representativas e que tenham boa reputação e capacidade administrativa. Deve-se desconfiar de grupos fechados que gravitam em torno do poder. A nomeação de parentes de autoridades (prefeito, secretários, vereadores etc.) é também indício de corrupção.

Resistência das autoridades a prestar contas
Corruptos opõem-se veementemente a qualquer forma de transparência. Evitam que a Câmara Municipal fiscalize os gastos da prefeitura e buscam comprometer os vereadores com esquemas fraudulentos. Ao mesmo tempo, não admitem que dados contábeis e outras informações da administração pública sejam entregues a organizações independentes e aos cidadãos, nem que estes tenham acesso ao que se passa no Executivo.
A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe um princípio altamente salutar ao equilíbrio financeiro das prefeituras: não se pode gastar mais do que se arrecada. Também por defender a transparência absoluta das contas públicas, essa lei se tornou um entrave à corrupção. Mesmo assim, em governos em que se praticam atos ilegais na administração, existe uma grande resistência à liberação de informações sobre os gastos públicos.
Qualquer cidadão tem o direito de saber, e os políticos têm o dever de demonstrar, como o dinheiro público está sendo empregado. Para que isso se transforme em prática usual, é necessário que os municípios brasileiros aperfeiçoem suas leis orgânicas, para tornar mais transparentes as ações das administrações municipais. As organizações instituídas na cidade têm um papel fundamental nisso, pois, quando bem estruturadas e com enraizamento na sociedade, têm a capacidade de mobilizar as pessoas.

Falta crônica de verba para os serviços básicos
Os orçamentos das prefeituras são, normalmente, previstos para custear os serviços básicos da cidade, como manutenção e limpeza das ruas e praças, coleta de lixo e provimento de água e de esgoto. Também prevê verbas para os serviços sociais, educação, saúde e obras públicas.
A negligência em relação a esses serviços básicos, observada pelo aspecto de abandono que as cidades adquirem, pode ser um indício não só de incompetência administrativa, como de desvio de recursos públicos. Esses sinais ficam mais claros quando se constata que a prefeitura mantém um quadro de funcionários em número muito maior do que o necessário para a realização dos serviços.

Parentes e amigos aprovados em concursos
Eventualmente, concursos públicos podem ser abertos pelas autoridades recém-empossadas para pagar promessas de campanha e dar empregos para correligionários, amigos e parentes. Isso acontece mesmo quando a prefeitura se encontra em situação de déficit orçamentário e impedida de contratar funcionários por força da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a administração pública de gastar mais do que arrecada e impõe à folha salarial um limite de 60% dos gastos totais.
Esses concursos públicos arranjados normalmente incluem provas com avaliações subjetivas, que permitem à banca examinadora habilitar os candidatos segundo os interesses das autoridades municipais. Uma das artimanhas é incluir uma “entrevista” classificatória, realizada com critérios que retiram a objetividade da escolha. Concursos com essas características têm sido anulados, quando examinados pelo Judiciário, pois há uma reiterada jurisprudência determinada pelos tribunais sobre o assunto, inclusive por parte do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Falta de publicidade dos pagamentos efetuados
Normalmente, a Lei Orgânica do Município obriga o prefeito a afixar diariamente na sede da prefeitura o movimento de caixa do dia anterior (o chamado boletim de caixa), no qual devem estar discriminados todos os pagamentos efetuados. A mesma lei exige também que, mensalmente, seja tornado público o balancete resumido com as receitas e despesas do município. A ausência desses procedimentos faz com que os cidadãos fiquem impedidos de acompanhar e verificar a movimentação financeira da municipalidade, e assim pode ser indicação de acobertamento de fatos ilícitos.

Comunicação por meio de códigos sobre transferências de verbas orçamentárias
Quando aprovado pela Câmara Municipal, o orçamento deve ser rigorosamente cumprido. As alterações posteriores devem ser novamente submetidas ao Legislativo local e tornadas públicas, para que as razões do remanejamento possam ser entendidas pelos cidadãos. Alguns prefeitos burlam essas determinações, publicando de forma ininteligível as transferências de verbas do orçamento. Por meio de códigos, procuram esconder quais contas estão sendo manipuladas e quais os elementos orçamentários remanejados. Esse esquema dificulta a fiscalização dos gastos públicos.

Perseguição a vereadores que pedem explicações sobre gastos públicos
Há, por outro lado, vereadores honestos e incorruptíveis que exercem seus mandatos com dignidade e responsabilidade. Esses, em geral, são marginalizados ou perseguidos pelo esquema de um prefeito corrupto, o qual se utiliza de qualquer motivo para dificultar a atuação desses vereadores, ou mesmo, para afastá-los da Câmara Municipal. No cumprimento de suas funções, os vereadores que se baseiam na ética encontram obstáculos ao seu desempenho, pois normalmente não são atendidos pelas autoridades municipais em seus pedidos de informações, principalmente os relacionados a despesas públicas.

Os bastidores das fraudes
A engenharia do desvio de recursos públicos cria instrumentos para dar à corrupção aspectos de legitimidade. Criaram-se métodos mais ou menos padronizados e utilizados com uma certa regularidade nas prefeituras dirigidas por administradores corruptos. No cotidiano da administração, mesmo um olhar externo mais atento pode ter dificuldade em perceber irregularidades contidas em coisas aparentemente banais, como o preenchimento de uma nota fiscal ou um pagamento em cheque da prefeitura.
No entanto, a investigação mais aprofundada pode revelar como funciona, nos bastidores, o esquema desonesto.

Licitações dirigidas
Um dos mecanismos mais comuns para se devolverem “favores” acertados durante a campanha eleitoral, bem como de canalizar recursos públicos para os bolsos dos cúmplices, é o direcionamento de licitações públicas. Devido ao valor relativamente baixo das licitações que se realizam nas prefeituras de porte pequeno, a modalidade mais comum de licitação é a carta-convite. O administrador mal-intencionado dirige essas licitações a fornecedores “amigos”, por meio da especificação de condições impeditivas da livre concorrência, incluindo exigências que os demais fornecedores em potencial não têm condições de atender.
Um indício da possibilidade de problemas em licitações é a constância de compras junto aos mesmos fornecedores, sem que haja um certo rodízio. Caso haja esse indício, vale uma investigação mais atenta. Sendo comprovado que está havendo direcionamento de compras a fornecedores privilegiados, o fato configura formação de quadrilha.
Outro mecanismo, às vezes empregado, é realizar compras junto a empresas de outras localidades, tornando mais difícil aos integrantes da comunidade avaliar a sua reputação e idoneidade.

Fraudes em licitações
Um dos sistemas utilizados para justificar a aquisição fraudulenta de materiais e serviços é a montagem de concorrências públicas fictícias. Mesmo que haja vício na escolha, ou seja, mesmo que o prefeito corrupto já saiba antes do processo qual firma vencerá a concorrência, é preciso dar ares legais à disputa. A simulação começa pela nomeação de uma comissão de licitação formada por funcionários envolvidos no esquema. Depois, a comissão monta o processo de licitação, no qual condições restritivas são definidas. Não raro, participam do certame empresas acertadas com o esquema, que apresentam propostas de antemão perdedoras, apenas para dar aparência de legitimidade ao processo.
Na investigação sobre possíveis embustes em licitações, uma importante pista pode estar nos termos empregados e mesmo nos caracteres gráficos das propostas entregues pelas empresas. Muitas prefeituras ainda se utilizam de formulários que precisam ser preenchidos a máquina. Um exame minucioso permite constatar se uma mesma máquina de datilografia foi usada no preenchimento de propostas apresentadas por diferentes participantes do processo. O exame estilístico dos textos, em busca de termos, frases e parágrafos que se repetem em diferentes propostas, também fornece indícios.
Se na lista de participantes de licitações aparecem os nomes de firmas idôneas ou conhecidas, é essencial que, por meio de um contato direto, se confirme a sua participação no processo. Isso porque alguns empresários se surpreenderam ao serem informados de que haviam tomado parte em concorrências sobre as quais não tinham conhecimento. Suas empresas foram incluídas pelos fraudadores, que, para isso, empregaram documentos falsificados. Essa operação de inserir empresas com boa reputação tem o objetivo de “branquear” o processo licitatório.

Falta de controle de estoque na prefeitura
Uma artimanha muito utilizada é simular desorganização para justificar ou encobrir desvios. Assim, os almoxarifados não registram entradas e saídas dos produtos adquiridos. Na mesma linha, faltam registros das requisições feitas pelos diversos setores e não há identificação dos responsáveis pelos pedidos. A falta de um controle rígido do estoque, de forma a impossibilitar a apuração do movimento de materiais de consumo nos depósitos das prefeituras, é traço de fraude.

Consumo de combustível, merenda escolar, cabos elétricos, tubulações etc.
A falta de qualidade da merenda escolar e o seu consumo desproporcional ao número de alunos, a utilização de cabos, tubulações e outros materiais de construção de forma incompatível com a dimensão e a propriedade de seu emprego, além de gastos com combustível em quantidade muito superior ao necessário à frota constituem práticas de desvio de recursos muito usuais em certas prefeituras.
No consumo de gasolina, diesel e álcool pela frota da prefeitura encontra-se uma das formas mais comuns de fraude contra os recursos públicos. Acontece, principalmente, quando não existe um controle de estoque ou quando o funcionário encarregado de monitorar as entradas e saídas faz parte do esquema de corrupção. Diante disso, só se justifica que uma prefeitura tenha seus próprios depósitos de combustível se os preços praticados nos postos de gasolina instalados na cidade forem exorbitantes ou se inexistirem locais para o abastecimento.
Outro artifício utilizado por algumas administrações corruptas para tentar justificar o alto consumo de combustível é manter veículos sucateados nos registros da prefeitura. Mesmo inadequados para o uso, são licenciados anualmente para que façam parte dos registros da municipalidade. Dessa forma se justifica o consumo de combustível acima das necessidades da frota real e se encobre o desvio. No caso de Ribeirão Bonito, o Tribunal de Contas do Estado computou os veículos “fantasmas” como ativos, para o cálculo médio de consumo por veículo.

Promoção de festas públicas para acobertar desvios de recursos
As festas públicas promovidas pela prefeitura merecem uma atenção especial, pois algumas empresas de eventos, pela própria natureza dos serviços que prestam, têm sido grandes fornecedoras de “notas frias”. Isso se deve ao fato de ser difícil checar a veracidade dos cachês dos artistas e da comissão que cabe aos agentes. Há ocasiões em que as notas desses eventos são superfaturadas e parte do dinheiro volta ao prefeito e à sua equipe.

Publicações oficiais
As publicações oficiais das prefeituras em periódicos locais ou regionais também podem ser instrumentos de fraude. O padrão de custeio de anúncios publicitários é o preço por centímetro de coluna.
A contratação de um veículo para publicação de anúncios oficiais precisa passar por licitação. Se esta é mal feita (muitas vezes intencionalmente), usa-se como critério exclusivamente o preço por centímetro de coluna, e não se faz menção ao volume total a ser licitado. Isso deixa aberta a possibilidade de se superdimensionarem os espaços ocupados pelo material publicado (layouts generosos, tipografia exageradamente grande etc.).
Existem ainda revistas especializadas em promover a publicidade de prefeitos e administrações municipais. Isso onera os cofres públicos e deve ser encarado no mínimo com desconfiança.
Conluio em ações judiciais
Todo órgão público é alvo de grande número de ações judiciais, e as prefeituras não são diferentes. Por vezes acontece de administradores inescrupulosos, em conluio com outros interesses, causarem deliberadamente motivo para ações na aparência justas. Depois, em conluio com os autores da ação, o prefeito e/ou seus auxiliares simulam ou formulam acordos contrários ao interesses público. O resultado é posteriormente partilhado entre os demandantes e os membros da administração municipal.

Declaração de renda do prefeito
Quando um prefeito tem a intenção premeditada da apropriar-se dos bens públicos, manipula sua declaração de renda antes mesmo de assumir o cargo. De modo a se preparar para receber valores originários de desvio de dinheiro público, a declaração inclui uma série de bens semoventes, como obras de arte, ouro e gado. Como alguns desses objetos podem ser valorizados artificialmente, têm a função de “esquentar” o dinheiro e de justificar um enriquecimento súbito.

Comprometimento de vereadores com o esquema de corrupção
Uma forma de prefeitos corruptos obterem apoio aos seus esquemas é buscando, de forma explícita ou sutilmente, o comprometimento dos vereadores com o desvio de dinheiro público.
O envolvimento pode dar-se de forma indireta, por meio de compras nos estabelecimentos comerciais do vereador, o qual por sua vez é ameaçado pela interrupção dessas aquisições e por isso, muitas vezes, faz vistas grossas aos atos do prefeito. Outras maneiras que o alcaide usa para ganhar a “simpatia” de vereadores é pelo oferecimento de uma “ajuda de custo”, pela nomeação parentes dos membros do legislativo municipal para cargos públicos e outras práticas de suborno e nepotismo.
Há, ainda, os casos em que os vereadores participam diretamente do esquema de corrupção, sendo recompensados por seu silêncio com uma importância mensal “doada” pelo prefeito. Não é de admirar, assim, que tais vereadores sejam contrários a qualquer tipo de investigação que se proponha contra o prefeito. Qualquer apoio desses vereadores a processos que apurem irregularidades na prefeitura (como criação de CPIs, processos de cassação etc.) traria como conseqüência a revelação do seu envolvimento.

Favorecimentos como contraprestação
Uma das formas indiretas de compensação pelo “serviço” de desvio de recursos públicos é o oferecimento de bens e serviços para os uso particular dos administradores corruptos por parte dos fornecedores beneficiados. Os “favores” consistem, muitas vezes, na cessão de veículos e imóveis em cidades turísticas para serem utilizados pelo prefeito e seus familiares, realização de obras em suas propriedades, além de presentes. Existem casos, ainda, em que comerciantes abastecem a residência do prefeito com produtos (como por exemplo alimentos) e incluem esse fornecimento indiretamente na conta da prefeitura.
Algumas medidas podem ser tomadas para se certificar de que está havendo esses tipos de favorecimento. No caso de veículos, pode-se obter os nomes dos seus verdadeiros proprietários fazendo uma consulta aos órgãos de trânsito, como o DETRAN. Para isso, é necessário apenas conhecer a placa do veículo. Nunca se esquecendo de que o registro de propriedade pode ter sido feito em nome de empresas dos fornecedores, de seus sócios, ou de “laranjas”.
Quando se trata de construções e reformas executadas em propriedades, uma prova cabal de irregularidades é a demonstração de que estão sendo realizados gastos incompatíveis com os vencimentos e subsídios dos ocupantes dos cargos públicos. Um registro fotográfico das obras pode ser importante para a análise das despesas realizadas.

Investigações, provas e confronto
Existem várias maneiras de dar início às investigações para a confirmação da existência de fraudes e a obtenção de provas. Só após iniciadas investigações é que se podem mover processos visando responsabilizar os fraudadores. A partir desse estágio, em que começa o confronto direto com os corruptos, é preciso mobilizar a população contra os denunciados, que apelarão para qualquer meio no sentido de deter os acusadores.

Perícia nos serviços prestados
Quando se desconfia que a prefeitura fez pagamentos superfaturados ou de notas fiscais “frias”, é necessário solicitar ao Ministério Público a instauração de inquérito civil público e a realização de perícias sobre os serviços prestados. Com base nos resultados, instaura-se uma ação civil pública, visando a punição dos responsáveis e o ressarcimento dos recursos desviados.
A perícia também pode examinar serviços prestados e materiais empregados em obras. Pode haver, por exemplo, notas fiscais de serviços que na realidade não foram prestados; os 350 quilos de cabo que o empreiteiro afirmou ter gasto em uma instalação podem ser, de fato, apenas 50 quilos. Irregularidades desse tipo também são suficientes para se pedir ao Ministério Público instauração de inquérito e de ação civil por improbidade administrativa.

Obtenção de provas
A obtenção de provas é fundamental para qualquer ação contra a corrupção. É difícil iniciar qualquer processo administrativo, judicial ou político na ausência de fatos comprobatórios. Quanto mais veementes os indícios, mais fácil a abertura dos processos. Para tanto, é necessário:
  • checar cuidadosamente as denúncias, verificando se não consistem em meras desavenças políticas sem fundamentos sólidos;
  • buscar informações nos órgãos públicos (Junta Comercial, Receita Federal, Receita Estadual);
  • identificar colaboradores - funcionários da administração municipal que não compactuam com os corruptos -, a fim de se obterem informações sobre fraudes administrativas;
  • analisar transferências e aplicações de recursos, como os provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). Para esse caso, por exemplo, há manuais e cartilhas com informações detalhadas, no próprio FUNDEF, órgão vinculado ao Ministério da Educação. Mais informações podem ser encontradas no endereço www.mec.gov.br/fundef.
  • documentar as provas, sempre que possível, com laudos, fotos e gravações.
Mobilização popular
Após anos de abusos e impunidade, muitas comunidades se tornaram indiferentes e alheias ao processo orçamentário e os cidadãos foram tomados de um grande ceticismo em relação à possibilidade de punição de políticos desonestos. Por isso, para que a sociedade se mobilize contra a corrupção, é preciso que as pessoas sejam estimuladas e provocadas. O começo pode ser muito difícil, pois as primeiras reações são de incredulidade. Depois, surgem sentimentos de resignação e medo, e só mais à frente os cidadãos se indignam e reagem à situação.
No processo de mobilização, é fundamental que a sociedade esteja constantemente informada sobre os acontecimentos. As notícias devem ser transmitidas pelos meios de comunicação disponíveis, como boletins informativos, jornais, programas de rádio e, se possível, pelas emissoras de televisão regionais e nacionais.
À medida que as fraudes vão sendo comprovadas, devem ser divulgadas para a população, pois essas informações desenvolvem um sentimento de repulsa ao comportamento das autoridades corruptas e, ao mesmo tempo, estimulam a continuidade das investigações. Os cidadãos devem ser convocados a freqüentar as sessões da Câmara Municipal e cobrar dos vereadores providências no sentido de interromper os atos ilícitos e de punir os culpados. É importante, também, estimular o debate organizado e promover audiências públicas de esclarecimento à sociedade.
No entanto, deve-se evitar, sempre, a divulgação de denúncias inconsistentes, pois isso pode desacreditar todo o processo.
Órgãos públicos competentes para investigar e apurar a corrupção no poder municipal devem, necessariamente, ser envolvidos. Da lista devem fazer parte o Ministério Público através do promotor público, o Tribunal de Contas do Estado (ou do município, quando existir), a Câmara Municipal e, eventualmente, a Polícia Federal, a Secretaria da Fazenda, o Ministério do Planejamento e as agências reguladoras dos setores envolvidos). Vale, ainda, pressionar os dirigentes dos partidos políticos,e os Conselhos Profissionais Regionais, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Regional de Medicina (CRM), o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), entre outros.
É também essencial despertar o interesse do promotor público para as investigações, pois, sem o seu apoio, tudo se torna muito mais difícil. Em cidades em que haja comprometimento do promotor com a administração municipal, as investigações ficam prejudicadas e dificilmente avançam. Para reverter situações como essa, deve-se pedir a instauração de inquérito civil público, cujo arquivamento depende de manifestação do Conselho da Procuradoria Geral de Justiça do Estado.
A melhor maneira de motivar as autoridades judiciais no combate à corrupção é pela apresentação de fatos comprovados e consistentes. Quando a promotoria e o judiciário se mostram ativos na defesa do interesse público, o processo flui e atinge-se o objetivo pretendido. Uma investigação bem feita pode levar o promotor público a requerer o afastamento imediato do prefeito.

Declarações de inocência e reação dos denunciados
Mesmo confrontados com provas contundentes, os corruptos sempre negam o crime. Declaram inocência com muito cinismo e sem qualquer escrúpulo.
À medida que as denúncias vão se acumulando e as provas surgem, os administradores desonestos e seu grupo lançam mão de diversos métodos de reação, procurando impressionar a população e silenciar os denunciantes. Apelam para declarações teatrais e assumem o papel de vítimas de perseguição política. Também partem para o constrangimento, por meio de ameaças e mesmo pelo uso de violência física.

Alguns cuidados
Corruptos e fraudadores do erário público são pessoas sem qualquer escrúpulo, capazes de qualquer coisa, como forjar e destruir documentos e provas, subornar ou ameaçar testemunhas, intimidar os oponentes, atacar a integridade dos acusadores e até mesmo atear fogo na prefeitura, se julgarem necessário.
Deles pode esperar-se todo tipo de bandidagem. Não se deve baixar a guarda e nem recuar, pois é isso o que eles esperam.

  Fonte: http://www.transparencia.org.br/ocombateacorrupçãonasprefeiturasdobrasil

domingo, 8 de setembro de 2013

7 DE SETEMBRO.

É uma data para comemorar o patriotismo ou para uma reflexão sobre atual 
situação politica e econômica dos brasileiros?
Sera que as marchas das escolas e militares refletem a alegria do povo ou de pequenos grupos?
Você  tem se atualizado sobre as noticias vinculadas nos meios de comunicação para fazer um juízo de valor sobre o que esta acontecendo em nosso município,estado,país?
Sera que o nosso 7 de setembro nos mostrou muita festa, belissímos discursos que as vezes acreditamos mas que nunca são cumpridos?
O grito do ipiranga continua pedindo,saude,educação,segurança,.transportes,moradias a todos,trasporte eficiente,o fim da corrupção etc...
vamos lutar juntos para reconstruir um país mais justo.

                                                                                          Anarolino Gonçalves Duarte

DIRETO AO PONTO SEM ENROLAÇAO COM MARCOS ROGERIO

Amigos e amigas a partir de hoje todas segundas teremos uma coluna aqui  no clic Piratini e nesta primeira agradeço ao Elton pelo convite e a todos que dispensarem alguns minutos pra ler este espaço.

-   CPI   bom o município de Piratini vive um momento histórico pois  quando se tem provas ou suspeitas que deixem algo no ar a investigação é o melhor caminho  partindo do pressuposto de que quem não deve não teme não se entende porque alguns vereadores não queriam investigar  e o mais intrigante o representante do PT não estar junto querendo a verdade doa a quem doer fica a pergunta ?


Rio de janeiro  x Piratini  quais as semelhanças
É são semelhantes em ambas as câmaras de vereadores uma CPI esta em andamento e também nas duas temos vereadores que se declararam contrários a CPI  agora fazendo parte das mesmas  fica a duvida quem é contra vai tentar descobrir ou esconder a sujeira embaixo do tapete .

Saudades da terrinha
Mesmo estando distante  as noticias da terra chegam pois vivemos a era da globalização de certa forma ameniza a saudades dos amigos que conquistei por ai  ainda mais agora chegando a semana farroupilha  esta que tantas vezes cobri pela radio com na época da rural que ate nossos fios eram cortados para evitar a concorrência  é isso aconteceu e agora a tática parece que mudou pois estão proibindo  que outra radio esteja lá a não ser a dita oficial mas espera ai a festa não é publica ou é só pra convidados   a bom então entendi foi privatizada que vergonha  isso é piada né.

Futebol
Bueno neste quesito a gangorra segue  grêmio com Renato vice líder ou ali pertinho fazendo uma bela campanha no brasileirão resta saber se vai lutar esta vez pelo titulo ou pela vaga que a torcida não quer nem pensar pois já cansaram de vagas .
Enquanto isso o colorado luta para chegar no tal de G4  mas com dificuldades não rendendo o que pelo grupo que tem poderia render mas assim  caminha a rivalidade que mantém os dois vivos e fortes.

Vamos aos finalmente
Abraços a todos os amigos e amigas fiquem com deus e a luta continua
A frase para se pensar desta semana
"Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só."

sábado, 7 de setembro de 2013

PODERÍAMOS TER NOS LIVRADO DO PEDÁGIO. PODERÍAMOS...


Miriam Marroni

Tenho gosto pela comemoração de aniversários, mas este 24 de julho é data de uma celebração nada agradável aos moradores do sul do Estado. São 17 anos de implantação do Polo Pelotas de pedágios. Exatamente às 23h59min desta quarta-feira a cobrança nas cinco praças da região deveria ser extinta. Não será. Graças a um aditamento de contrato assinado pelo ministro dos Transportes do Governo FHC, no ano 2000, seguiremos reféns destas cancelas que atrasam o desenvolvimento da metade Sul.
O contrato redigido ainda durante o governo Brito, em 1996, foi altamente prejudicial aos usuários. Possui taxas de retorno interno de lucros absurdas, que só beneficiam as empresas que detém as concessões. As tarifas, por sua vez, são uma verdadeira extorsão aos caminhoneiros, transportadores, trabalhadores e turistas que diariamente se deslocam por nossas rodovias.
Em 1999, corajosamente, o Governador Olívio Dutra reviu os contratos em todo Estado, mas por força judicial teve que ceder e renegociar os termos diretamente com as empresas. A redução das tarifas foi garantida e houve um aumento de serviços em diversos trechos. A renegociação feita à época também gerou o cancelamento dos polos de Pelotas e Santa Maria, cuja responsabilidade sobre as rodovias foi devolvida ao governo federal.
Mas o Governo FHC, infelizmente, reimplantou o Polo Pelotas, sob um Termo Aditivo ainda mais desvantajoso para os usuários. As tarifas foram elevadas mediante um pequeno aumento no trecho concedido e o término do contrato, antes previsto para 24 de julho de 2013, foi transferido para 24 de julho de 2026. Agora, enquanto ainda somos reféns das empresas, outras regiões gaúchas já celebram o fim dos pedágios privados. O Governo Tarso Genro modificou o modelo de concessão, criando uma empresa estatal (a Empresa Gaúcha de Rodovias, EGR) que reduziu os preços cobrados nas cancelas.
Mas não podemos apenas nos lamentar por termos sido vítimas de uma renovação perversa que prejudicou usuários e beneficiou empresários. Junto aos movimentos sociais e à população em geral devemos lutar para garantir que, a partir da duplicação das BRs 392 e 116, haja a rediscussão dos contratos, com a redução nas tarifas e no número de praças.
Também apoiamos a ação do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), que questiona judicialmente este Termo Aditivo. Uma vitória do sindicato nos tribunais dará ao governo federal as condições necessárias para a revisão no modelo do Polo Pelotas.
Se ainda não há o que comemorar, temos motivos de sobra para lutar.

*Deputada Estadual, PT.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

PIRATINI É CAPA DO JORNAL DIÁRIO POPULAR

FOTO: Jô Folha DP
"Moradores da 1º Capital Farroupilha pegos de surpresa com as noticias publicadas no site e edição impressa de sexta feira (6), no maior Jornal da Região."
Confira na integra o que diz a reportagem.
Os próximos meses devem ser de dor de cabeça ao prefeito Vilso Agnelo Gomes (PSDB), reeleito no ano passado com 7.017 votos, 54% dos válidos. A Câmara de Vereadores de Piratini instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na última semana, para apurar a responsabilidade pela falta de motores e de peças em 27 veículos do município que, em maio, chegaram a ser cogitados para ir a leilão. A primeira reunião de trabalho está marcada para segunda-feira.
O Ministério Público (MP) também está atento ao passo a passo do Executivo e abriu dois inquéritos civis para averiguar suspeitas de improbidade administrativa. Um deles, instaurado no dia 30 de agosto, irá investigar os gastos com combustíveis e lubrificantes que, só no ano passado, ultrapassaram R$ 1,9 milhão. O outro, aberto em julho, apura a compra e a distribuição de tubos de oxigênio, que poderiam configurar fraude.
A Polícia Civil se junta às investigações e já solicitou apoio da Delegacia Fazendária, ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Porto Alegre.
Entenda melhor
A Comissão Parlamentar de Inquérito
O Legislativo terá prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para levantar informações sobre o paradeiro de peças de 27 veículos: 7 Kombis, 9 ônibus, 3 microônibus, 2 caminhonetes, 1 ambulância, 1 caminhão, 2 retroescavadeiras, 1 pá-carregadeira e 1 motoniveladora.
Na primeira reunião de trabalho, na segunda-feira, deve ficar definido quem será o presidente e o relator. Os membros da CPI serão os vereadores Sérgio de Castro (PDT), Marcial Guastucci (PMDB) e Gilson Silveira Gomes (PP), indicados pelas bancadas.
Como surgiu a CPI?
Em 17 de maio deste ano, a Câmara de Vereadores recebeu projeto da prefeitura, com solicitação para realizar leilão de 27 veículos e de sucatas diversas, como monitores, impressoras, aparelhos de ar-condicionado e cadeiras escolares, avaliados em R$ 116,4 mil. A apresentação de laudo técnico, assinado por engenheiro mecânico contratado por R$ 10,8 mil, esmiuçou as condições da frota e revelou a ausência de várias peças. Em pelo menos nove veículos não havia motor nem caixa de transmissão. Isso sem falar em vários casos em que os motores estavam incompletos ou sem funcionamento.
"Entendemos que alguns dos veículos não têm mais como rodar e que poderiam ser leiloados, mas o que realmente nos interessa saber é o que foi feito com todas essas peças", explica o vereador Guastucci, um dos quatro peemedebistas que assinou o requerimento para instalação da CPI. Em julho, ao responder pedido de informações do parlamentar, o chefe de gabinete do prefeito, Altino Aléxis de Matos, restringe-se a afirmar, através de ofício: "Após consulta com os setores competentes, informo que os que têm (as peças) encontram-se no local. O restante foi aproveitado em outros veículos da frota do município".
A falta de detalhamento de informações, então, teria motivado a CPI, apesar de em 16 de julho o prefeito ter solicitado a retirada do projeto de lei que propunha o leilão, sob o argumento de que novas avaliações de bens e objetos inservíveis seriam providenciadas para incluir na venda. Na terça-feira pela manhã, ao ser questionado sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito, o prefeito solicitou que o Diário Popular procurasse seu chefe de gabinete. Ao se pronunciar, Altino de Matos informou que o Executivo também abriu sindicância para apurar o assunto. "O prefeito é amplamente favorável a essa CPI, que irá averiguar os fatos". Indagado sobre a localização das peças, o chefe de gabinete solicitou prazo para a prefeitura se manifestar.
Inquéritos
1- Aquisição e distribuição de oxigênio
A promotora de Justiça Cristiana Chatkin instaurou inquérito civil, em 12 de julho, para apurar possível fraude na compra de oxigênio desde o ano de 2009. A suspeita é de que o Executivo tenha adquirido o produto na modalidade Convite e não através de tomada de preços, como os valores a serem gastos exigiriam. Uma mesma empresa de Canguçu, forjada por dois Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJs), teria ajudado a mascarar a licitação já que, na prática, os dois donos - e parentes - representariam a mesma empresa. "Temos que verificar se não houve um direcionamento", explica a promotora.
O repasse de cilindros de oxigênio ao Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição, que teria ocorrido sem convênio ou aprovação da Câmara de Vereadores, integra a investigação. O serviço de distribuição aos pacientes, beneficiários do programa de Oxigenoterapia Domiciliar, também está sob suspeita de irregularidade. "Iremos averiguar se houve fraude na distribuição, pois temos a informação de que as famílias assinaram recibos com quantidades maiores do que as, de fato, recebiam", acrescenta Cristiana.
São casos como o da moradora do bairro Getúlio Vargas, Ida Mendes Ulguim, 63, que desde a alta hospitalar, em fevereiro, até o mês de abril utilizou 2,5 tubos de oxigênio, essenciais ao tratamento de enfisema pulmonar. "Na prestação de contas da Secretaria de Saúde, na reunião na Câmara de Vereadores, em maio, vimos que eles colocaram que a mãe recebeu três tubos por mês", afirma a filha Márcia, 37. "E isso não é verdade". Ao receber os recibos para assinar, às vésperas do encontro no Legislativo, a irmã Lourdes, 36, admite: não leu a papelada. "Quem mal não tem, mal não pensa. Assinei sem ler e entreguei".
Ao ver seu nome envolvido em suposto esquema, a paciente que criou os sete filhos com o trabalho pesado das lavouras de feijão e milho, não esconde a tristeza. E chora. Desde que o assunto veio à tona, a família teria tido a distribuição de oxigênio suspensa e precisou recorrer à Justiça - conta Márcia e mostra a decisão obtida em caráter liminar. "Às vezes vou para porta para respirar, para economizar o oxigênio. Só não morri até hoje porque tenho Deus e o cilindro".
2- Combustíveis
Os gastos de mais de R$ 1,9 milhão com combustíveis e lubrificantes automotivos, ao longo de apenas um ano, também motivaram a abertura de inquérito civil, em 30 de agosto. A promotora Cristiana Chatkin já solicitou que a despesa vire objeto de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que deve ocorrer até o final do ano.
"Temos que verificar se a prefeitura realizou licitação, já que este tipo de despesa contínua, com valores acima de R$ 8 mil, não caracteriza uma situação para dispensa de licitação", explica. E, para apurar se há irregularidades como suscitam os vereadores de oposição - que fazem questão de enfatizar que o 2012 foi ano eleitoral -, a promotora quer saber detalhes da origem dos gastos, quer entender como e por que a prefeitura atingiu essa quantia. "Neste primeiro momento, a única coisa que podemos dizer é que existe uma desproporcionalidade que chama a atenção em relação a outros municípios".
É o caso de Porto Alegre e Pelotas. Na capital, por exemplo, os gastos com combustíveis e lubrificantes automotivos, no ano passado, atingiram R$ 2,1 milhões. Na prefeitura de Pelotas, com cerca de 450 veículos - entre carros, motos, tratores e máquinas como retroescavadeiras -, a despesa ficou abaixo da registrada em Piratini, ao alcançar R$ 1,5 milhão. Ao falar com o setor de Patrimônio de Piratini, na tarde de quinta-feira (5), a informação: não há dados sequer aproximados sobre o total da frota do Executivo.
E a atuação da Polícia Civil?
O delegado de Piratini, Edson Vinícius da Silva Ramalho, já fez contato com a Delegacia Fazendária, em Porto Alegre, que deve dar suporte às investigações. Na segunda-feira, o vereador Marcial Guastucci, o Macega, deve prestar depoimento para complementar a documentação que já fez chegar à Civil. "Em seguida teremos condições de confirmar se vamos ou não instaurar inquérito", afirmou, ao receber o DP. "Precisamos entender se este tipo de gasto é normal, mas não vamos fazer vistas grossas".
Depois de ser procurado entre quarta-feira e quinta, o prefeito Gilso Gomes, de novo, decidiu se manifestar através do chefe de gabinete. Ao conversar rapidamente com o Diário Popular por telefone, na manhã de quinta, Altino Aléxis de Matos, afirmou que o governo procurava se interar dos dois temas para poder se pronunciar. "Não estamos descartando de dar informações nem queremos dificultar o trabalho de ninguém, mas neste momento não temos um parecer".
À tarde, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Roger Morales, acrescentou: "Se houve alguma irregularidade, deve ser apurada. O governo nunca foi conivente e vai dar todo o apoio às investigações" E, ao concluir, fez a ressalva de que, por vezes, o município arcaria com os custos de combustíveis para não prejudicar o serviço de transporte escolar, já que os valores repassados pelo Estado seriam insuficientes.

Em ambos os casos, a prefeitura ainda possui prazo para prestar esclarecimentos. O Ministério Público tem de concluir ambos os inquéritos no período máximo de seis meses.
Fonte:
Michele Ferreira
 www.diariopopular.com.br

A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM

Reciclar significa transformar materiais usados em novos produtos para o consumo.
Com a reciclagem não só podemos cuidar da vida social mais também do meio ambiente e dos animais. 
Quando reciclamos o próprio lixo que nos produzimos teremos menos lixo na natureza, se a cada garrafa pet jogada no lixo ela levara cerca de 400 anos para se decompor, o chiclete que mascamos e jogamos pelas casadas como pode ser visto em qualquer cidade  ele leva cerca de 5 anos para se decompor.
Como podemos perceber a reciclagem é uma coisa simples e podemos fazer muitas coisas interessantes e legais para diminuir a poluição do nosso meio ambiente.
    
             Exemplos de produtos recicláveis:

* VIDRO; Potes de alimentos (azeitonas, milho, requeijão etc.) garrafas, frascos de medicamentos cacos de vidros.

* PAPEL; Jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagem de papel. 

* METAL; Latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, cobre e alumínio.

*PLASTICO; potes plásticos, garrafas PET, sacos plásticos, embalagens e sacolas de supermercados.

EM PIRATINI DESTINE PRODUTOS RECICLÁVEIS A COOPIRATINI, Cooperativa de reciclagem solidária.


sábado, 6 de julho de 2013

OPERAÇÃO POLICIAL APRENDE ARMAS E MUNIÇÃO.



 "Numero de Policiais chamou a atenção."

Comandados  pelo novo Delegado Titular do Município de Piratini, Delegado Edson Ramalho, um grande contingente de Policiais Civis da Região, somados aos que estão lotados nas Delegacia de Policia Local, realizaram uma grande operação na manha de sábado (6).
O principal alvo da Operação é o combate ao crime no interior, segundo as informações preliminares, foram apreendidos armas, munição e motosserras que estavam em situação irregular e um assentamento do interior.
Por volta das 10:00 horas da manha ainda eram feitos os relatos pelas equipes participantes da Operação ao Comando Local.
Além dos objetos aprendidos algumas pessoas também foram detidas para averiguação, ainda não havia a divulgação se será pedida alguma prisão preventiva, ou do numero de pessoas que serão enquadradas, inclusive, pela posse de armas de fogo, aprendidas durante o trabalho dos Policias.